segunda-feira, 11 de julho de 2011

Qualidade dos serviços da SP Alimentação ganha destaque na mídia Paraibana

O Portal Correio da Paraíba divulgou hoje uma bela matéria sobre o trabalho da SP Alimentação em João Pessoa. Na reportagem, elogios aos serviços prestados por essa empresa e a evidente eficácia do modelo de terceirização da merenda escolar. O Portal destacou ainda a economia que o município obteve depois que a SP Alimentação passou a servir as escolas da capital paraibana. O pleno contentamento de professores e estudantes com a qualidade do que é servido nas escolas de João Pessoa também ganhou repercussão na matéria.
Boa Leitura:

Reprodução da matéria publicada ontem no jornal Correio da Paraíba





Merenda vai mudar em João Pessoa

A partir da próxima sexta-feira, 15, os milhares de estudantes de João Pessoa atendidos pela rede municipal de ensino não contarão mais com os serviços da SP Alimentação, responsável desde 2009 pelo fornecimento da merenda para mais de 70 mil escolares. O fim do contrato de terceirização, que acontece quinta-feira,  é uma perda para a comunidade diretamente beneficiada, segundo diretores e diretoras que lamentam o encerramento da prestação de serviço.
É uma perda na visão dos educadores por representar recuo de uma estratégia de atendimento que é tendência nacional e internacional. Cada vez mais os sistemas educacionais públicos contam com serviços de terceirização. No Brasil inteiro, cresce o número das instituições de ensino municipais e estaduais que aderiram à terceirização da merenda escolar. E cresce a consciência de que essa opção fortalece o trabalho de acolhimento que a escola realiza. Nos últimos dias 20 e 21, o Sesi - Serviço Social da Indústria de São Paulo (SP) realizou naquela capital o 1º Fórum Internacional da Alimentação e Nutrição Escolar. Um dos destaques do evento foi o depoimento da diretora do Departamento Técnico da Merenda Escolar da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, Sonia Maria Peres. Após relatar o impacto positivo da terceirização em 1.196 escolas do município de São Paulo, ela confirmou a tendência na região e no país.
Em João Pessoa, Diretores e diretoras lamentam o fim do contrato e também do regime de terceirização. A Prefeitura já anunciou a centralização do processo de fornecimento da alimentação para os estudantes, que será de responsabilidade de uma equipe da própria gestão municipal com apoio do corpo administrativo das escolas.

Economia de R$ 9 mi
Poucas decisões garantiram tanta economia para um município como a opção pela terceirização da merenda escolar em João Pessoa. Quando o então prefeito da Capital, Ricardo Coutinho, decidiu ao final de 2007 transferir a produção da merenda, que era de responsabilidade do município, para uma empresa especializada através de uma licitação, já tinha os cálculos em mãos: a economia seria de R$ 9 milhões por ano.
A gestão fez os encaminhamentos para viabilizar o processo de licitação e escolher a empresa com capacidade de assumir tamanha responsabilidade, a de garantir alimentação de qualidade para milhares de alunos da rede municipal de ensino. No início de 2008 foi divulgado o edital. A empresa vencedora da licitação foi a SP Alimentação que iniciou o atendimento ás escolas  no início do ano seguinte, 2009. Ofereceu os melhores preços por refeição, bem como capacidade instalada para cumprir a tarefa. Com reconhecida experiência,  a SP se instalou em João Pessoa, contratou e treinou as equipes e conquistou a confiança dos diretores e diretoras que atualmente lamentam o fim do contrato. Os gestores entrevistados confirmam: a SP ofereceu alimentação e serviços de qualidade.
Educadores vêem benefício pedagógico
Economia de tempo e recursos, liberação da equipe da escola para ampliar a qualidade dos serviços pedagógicos, maior controle de qualidade dos alimentos, melhoria no planejamento das atividades didáticas, fim do desperdício, entre outros fatores positivos são apontados por dirigentes das escolas municipais como resultado da terceirização da merenda escolar na Capital.
A educadora Francisca Lucinete da Silva Gonçalves, diretora da Escola Municipal Luiz Vaz de Camões, localizada no bairro de Mangabeira, em João Pessoa, que atende a 1.180 estudantes, integra o grupo dos diretores que lamenta o fim do contrato. Para ela, importante no processo de terceirização da produção da merenda, além da ampliação do seu próprio tempo para se dedicar a questões mais técnicas, é a satisfação dos alunos.
Ela informa que “ao longo do período em que fomos atendidos pela SP Alimentação os relatos dos alunos sempre foram de que a merenda era boa”. Ela acrescenta que “com a equipe da escola desligada da produção da merenda, todos tivemos mais tempo para trabalhar os aspectos pedagógicos do nosso cotidiano”. A diretora não teve mais que se preocupar com cardápios, aquisição de alimentos, prestação de contas e idas freqüentes à agência bancária, tudo para gerir o fornecimento de merenda.
Depoimento semelhante é do também diretor Marcos Antonio de Freitas, da Escola Municipal Anayde Beiriz situada no bairro Cidade Verde com 1700 alunos. Para o diretor, a terceirização da merenda “foi um alívio”. Ele acrescenta: “a terceirização reduziu aquelas atribuições burocráticas e administrativas, como fazer licitação, cuidar da mercadoria para fazer a merenda, cuidar da prestação de conta”. O diretor Marcos Antonio enfatiza a qualidade da alimentação como o grande diferencial: “Eu sempre provei a merenda, faço questão, para saber se realmente o que estava sendo servido era de qualidade”. O diretor diz que nunca se decepcionou.




Serviço da SP é elogiado
A qualidade dos serviços prestados pela SP Alimentação ao sistema municipal de ensino em João Pessoa é atestada pelos diretores amplamente satisfeitos. A diretora da Escola Municipal Luiz Vaz de Camões, Francisca Lucinete da Silva Gonçalves, declarou que “a assiduidade da equipe, a responsabilidade das cozinheiras, considero tudo excelente”. Ela também atesta a qualidade da alimentação que é servida pela empresa, além do diálogo positivo com a administração da SP alimentação: “Uma vez tive problema com um fogão na escola, falei com a empresa e imediatamente foi providenciado um novo. O mesmo aconteceu com uma das geladeiras, eu constatei o mau funcionamento, comuniquei o problema à SP e também neste caso uma nova geladeira foi enviada à escola”. A escola funciona no bairro de Mangabeira, em João Pessoa.
A diretora revela que a alimentação servida aos estudantes sempre foi satisfatória: “Nunca recebi queixa de que a comida estava ruim, os depoimentos dos alunos sempre constataram a normalidade da merenda”.
A qualidade do serviço prestado pelos funcionários da SP Alimentação à escola foi elogiado pelo diretor Marcos Antonio de Freitas, da Escola Municipal Anayde Beiriz, no bairro Cidade Verde, na Capital. Ele destaca a assiduidade e a dedicação das quatro pessoas responsáveis pelo preparo de até 1.100 refeições diárias. Ele acrescenta que “se for possível, diante desse quadro de término do contrato da SP com a Prefeitura, gostaria que a equipe fosse contratada para continuar preparando a merenda da escola, que nunca teve problema”.
Terceirização satisfaz em Campina
Campina Grande – Em Campina Grande o índice de aprovação do alimento fornecido em 25 creches e duas escolas de ensino médio apresentou índices de satisfação de 85% após a implantação do processo de terceirização da merenda escolar. A informação é da Secretaria de Educação do Município, que periodicamente aplica questionários para avaliar itens como logística, pontualidade e qualidade dos alimentos. As coordenadoras pedagógicas das escolas e creches beneficiadas com a medida fazem as avaliações e levam em consideração a opinião das mães dos alunos. Na cidade quase 3,5 mil alunos são beneficiados com a merenda terceirizada, que demanda um investimento mensal de R$ 140 mil da prefeitura municipal.
De acordo com o secretário de Educação de Campina, Flávio Romero, a medida foi adotada na cidade desde 2008. Evitando o desperdício de alimentos e agilizando o processo logístico de distribuição, o sistema também inclui a capacitação das merendeiras. “O desperdício é muito menor, porque existe o acompanhamento da nutricionista, as merendeiras são inclusive treinadas para reutilizar as cascas de algumas frutas para fazer doces que tem nutrientes essenciais para a fase de crescimento das crianças, então o desperdício é mínimo. É um processo que nos dá a garantia da qualidade do alimento servido”, contou.
O secretário explica que para incrementar a verba repassada pelo Governo Federal, a prefeitura precisa investir cerca de R$ 140 mil para garantir a refeição aos 3,5 mil alunos de creches e duas escolas. “Recebemos do Governo Federal R$ 1,80 para três refeições diárias nas creches, é muito pouco. O município precisa arcar com essa diferença, garantindo a qualidade de alimentação das crianças”, explicou.
A empresa que fornece os alimentos para as creches e escolas da cidade foi escolhida através de um processo de licitação. “Antes era a Secretaria de Educação que comprava aos alimentos e havia uma toda logística, além de ter que comprar gás, esse processo todo, era um problema de gerenciamento muito grande. Com a terceirização o custo benefício é maior, porque as empresas entregam os alimentos e faz o treinamento das merendeiras, que são acompanhadas pelas nutricionistas da empresa que ganhou o processo. No caso de Campina é a Coan Alimentos, a única que se inscreveu para concorrer”, disse.
A gerente de Educação Infantil de Campina Grande, Océlia Barros, explicou que as novas creches que são construídas na cidade já entram no processo de terceirização de merenda. “Com certeza é a melhor saída.
Custo por faixa etária
O Secretário de Educação do município, Flávio Romero, informa os custos de alimentação variam dependendo da quantidade e dos nutrientes específicos para cada faixa etária. Para crianças do maternal são oferecidas quatro refeições diárias que somadas, custam R$ 3,01 por cada criança ao dia. No berçário, o sistema de merenda terceirizada oferece cinco refeições por dia para cada criança, com o valor de R$ 3,57 diários. Na pré-escola, são duas refeições diárias, somando R$ 1,79 por criança/dia. Duas escolas do ensino fundamental da cidade são beneficiadas com esse sistema e funcionam em tempo integral, nos turnos manhã e tarde. A escola Leonardo Viturino Guimarães funciona no Pedregal e a escola de Ensino Fundamental Maria Salomé, está localizada no Distrito de São José da Mata. Nesses locais, as refeições que incluem café, almoço, lanche e jantar custam R$ 3,57 por criança/dia.
“Melhorou 100% a merenda da nossa creche. afirmou a coordenadora pedagógica Franciélia Mamede Leite, que é diretora da creche Amenaídes Santos, no bairro do Santa Rosa.
Mostra e análise
Os alimentos são guardados em pequenas amostras no período de 24 horas, para que passem por análise caso algum aluno venha a se queixar de algo que tenha ingerido durante o período que esteve na creche. “As mostras das comidas que são distribuídas ficam guardadas em cada creche, porque se apresentar algum problema temos como analisar o alimento e identificar algum problema, mas até hoje nenhum problema nesse sentido foi registrado”, disse.

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